Carregamento Carros Elétricos

Wallbox - Carregamento Carros Elétricos

Com as wallbox pode carregar o carro elétrico, a partir do conforto de sua casa.
Neste artigo explicamos como funcionam e quais os seus benefícios.

Wallbox Evolut.green

As wallbox são a solução ideal para quem quer carregar o seu carro elétrico em casa. Ao carregar o seu carro a partir de casa pode beneficiar de carregamentos lentos (que preservam mais a vida útil da bateria do seu veículo) e de carregamentos económicos (aproveitando o período mais favorável da tarifa, num cenário em que se tenha contratado o bi-horário).

No entanto, o processo de carregamento doméstico com wallbox pode demorar muito, caso utilize uma tomada doméstica normal. Em situações de veículos cuja bateria é mais potente, o carregamento do seu VE (Veículo Elétrico) pode durar até dois dias inteiros.

Tomada Schuko. Este modelo de ficha é uma tomada Schuko mais evoluída (modelo Juice Celsius), estando preparada com um sensor de temperatura integrado que ajuda a evitar o sobreaquecimento da instalação quando um carro elétrico está a carregar.

Utilizando a corrente alterna (AC), que é a que existe nas nossas casas, numa tomada doméstica normal (tipo Schuko – com dois pinos) temos uma velocidade de carregamento baixa (de 2,3 kW).

Esta é uma solução que não precisa de qualquer instalação. Afinal de contas, todos temos tomadas nas nossas casas. No entanto, e dando um exemplo real, para carregar um Zoe Z.E. 50 com uma capacidade de 52 kWh, numa tomada normal , iria demorar cerca de 29 horas e 34 minutos e só conseguiria chegar aos 80% de carga. Para chegar aos 100% iriam ser necessárias 37 horas e 13 minutos ligados à corrente.

A lógica é: Quanto maior for a autonomia de um carro elétrico, maior será a sua bateria e mais tempo será preciso para garantir uma carga completa. 

Ou seja, modelos com uma bateria de 62 kWh (ex: Nissan Leaf), de 64 kWh (Kia e-Niro ou Hyundai Kauai Electric), de 75 kWh (Tesla Model 3 Long Range), 80 kWh (ex: Mercedes-Benz EQC 400 4Matic) ou 95 kWh (Audi e-tron 55 quattro) tornam o tempo de carregamento total quase infindável se for feito com uma tomada de casa normal.

Por outro lado, mesmo que tenha uma potência contratada com o fornecedor de eletricidade de 4.6 kVA ou superior, se ligar o seu carro elétrico a uma simples tomada doméstica (com os tais 2,3 kW), nunca vai conseguir extrair mais do que os 2,3 kW por tomada.

Os carregadores rápidos, em DC (corrente contínua), devem apenas ser utilizados em viagem e os carregamentos dos VEs devem ser maioritariamente lentos, de forma a garantir uma maior longevidade da bateria do carro elétrico. Isto porque, se a potência fornecida pelas tomadas domésticas for demasiado baixa e o tempo de carregamento demasiado elevado, o tempo que o carro se mantém ligado à corrente (acumulado ao longo dos anos) provoca um grande desgaste na bateria do seu carro elétrico. Ou seja, para a durabilidade das baterias dos carros elétricos é igualmente prejudicial fazer carregamentos rápidos sucessivos como carregamentos excessivamente demorados e lentos.

É assim que surgem as wallbox . São uma resposta rápida e eficaz para garantir aos utilizadores tempos de carga mais satisfatórios, e a partir do conforto das suas casas.

As wallbox são unidades de carregamento montadas na parede que, alimentadas por uma corrente alternada, em modo único ou trifásico, aumentam a velocidade com que a eletricidade é fornecida à viatura.

Oferta entre 2.4 kW e 22 kW

A capacidade de uma wallbox varia entre 2.4 kW e 22 kW. Existem dois tipos de wallbox disponíveis no mercado:

  • wallbox com ligação monofásica entre 2.4 kW e 7.4 kW
  • wallbox com ligação trifásica entre 11 kW e 22 kW.

As wallbox mais simples têm uma potência de 3,7 kW (instalação monofásica), e são as mais utilizadas no mercado.

Em alternativa, existem tomadas com uma capacidade similar. A Green-up é uma das suas designações comerciais, neste caso da Legrand. Estas tomadas permitem uma velocidade de carregamento de 3,7 kW (16 A), uma velocidade um pouco superior à da tomada doméstica normal.

Este é um tipo de tomada que deteta automaticamente a ligação de um automóvel elétrico, conseguindo determinar a potência máxima a fornecer. Assim, em seis horas, é possível dar à viatura 100 km de autonomia.

Contudo, os modelos mais comercializados de wallbox têm uma capacidade de 7,2 kW ou de 7,4 kW AC (32A), com a corrente a poder ser configurada de 6A a 32A.

Nota: isto significa que, em média, para obter uma autonomia de 100 km precisa de 4 a 5 horas de carga com a wallbox de 3,7 kW e de apenas 2 a 3 horas se optar pela wallbox de 7,4 kW.

Posto isto, fica claro que, para quem tem um elétrico ou um Plug-in hybrid, uma wallbox é um investimento a considerar.

Lembre-se: quanto maior a capacidade de bateria do automóvel (e chegam ao mercado cada vez mais automóveis com autonomias superiores a 400 km), maior deverá ser o “fôlego” da wallbox.

Diferenças no tempo de carregamento

Para se perceber a mais-valia de ter uma wallbox, vamos olhar para o caso concreto de um Nissan Leaf de 40 kWh. Com o cabo de 230V, de série, ligado a uma tomada normal de casa, o carro elétrico irá carregar 100% da bateria em 21 horas.

Com uma wallbox de 3,7 kW AC (16 A), este mesmo Leaf precisa de 15 horas para ficar totalmente carregado. Se se usar uma wallbox de 7,4 kW AC (32 A), o tempo de carga total reduz para as 7 horas. Ou seja, menos dois terços do que numa tomada normal.

Com a wallbox de 7,2 kW, se estivermos a falar da versão de 62 kWh (Leaf E+), serão precisas 11 horas e 30 minutos para carregar o veículo na sua totalidade (por oposição às 32 horas de carga, caso esteja a utilizar uma tomada doméstica convencional).

Outro exemplo: um Zoe ZE 50 ligado a uma wallbox de 7,4 kW AC (32A) precisaria de 8 horas e 33 minutos para ficar com a sua carga a 100% – uma performance muito diferente das 37 horas e 13 minutos de carregamento necessárias através de uma conexão de 2,3 kW AC (10A).

Há também as mais potentes wallbox de 22 kW (instalação trifásica) para um carregamento de carro elétrico ainda mais rápido. No entanto, para carregar a 22 kW é necessário efetuar um aumento de potência para 20,7 kVA e ter um contador trifásico.

Relativamente à escolha da wallbox, também deve ter presente que o tempo de carga varia conforme o tamanho da bateria e de acordo com a velocidade do carregador interno do próprio automóvel.

Para calcular o tempo de carga total de um VE, deve ter em consideração as seguintes variáveis: potência disponibilizada pelo carregador ou tomada; carregador interno do carro elétrico; e o tamanho da bateria a carregar.

Carregador interno do VE

É bom saber que a maioria dos VEs são limitados a 7.4 kW, pelo que se tiver um destes modelos não faz sentido investir num carregador wallbox de 22 kW.

O carregador integrado no VE converte a eletricidade recebida de AC para DC – esse é o fator que condiciona.

Para se ter uma ideia da capacidade máxima de carga de alguns carregadores a bordo de VE, podemos dividi-los em três categorias:

Os mais lentos: entre esses temos carros elétricos como o Peugeot iOn e Citroën C-Zero que podem receber uma carga máxima de 3,7 kW.

Os semi-rápidos: aqui estão incluídos modelos como Nissan Leaf e Hyundai Ioniq Electric (6,6 kW), VW e-Golf, Hyundai Kauai EV e Kia e-Niro (7,2 kW), e Jaguar I-Pace e Mercedes EQC (7,4 kW).

Os mais rápidos: BMW i3, Audi e-tron e Tesla Model 3 (11 kW), Tesla Model S e X (17 kW), Renault Zoe e Smart EQ (22 kW).

Maior segurança no carregamento

A vantagem das wallbox não é apenas a questão da rapidez do carregamento. Outro benefício é a maior segurança, dado que garante uma proteção contra descargas elétricas, evitando picos de tensão durante o processo de carregamento para estabilizar a potência da corrente.

Desta forma, a wallbox protege as baterias dos carros elétricos e evitam avarias devido a picos de energia da rede. Algo que já lhe pode ter acontecido com algum eletrodoméstico. Optar por uma wallbox representa um investimento também na segurança da instalação elétrica,visto que as tomadas normais e cabos elétricos não foram projetados para fornecer durante um longo período de tempo uma potência de 2.3 kW.

Concluindo, com uma wallbox pode prevenir um um eventual risco de sobreaquecimento do sistema elétrico do carro.

Dois tipos de cabos

Todos os carregadores de parede, ou seja, wallbox, vêm com um cabo Tipo 1 (SAE J1772) ou Tipo 2 (Mennekes) que pode ser conectado ao veículo.

O cabo Tipo 1, também chamado “Yazaki”, é habitualmente utilizado no Japão e Estados Unidos da América, estando presente em modelos elétricos como Nissan Leaf, Nissan e-NV200, Mitsubishi i-Miev, Citroën C-Zero, Peugeot i-On, Renault Kangoo ZE (tipo 1), Ford Focus elétrico ou Kia Soul EV. Também está presente em Plug-in como Mitsubishi Outlander, Toyota Prius Plug-in ou no elétrico com extensor de autonomia Opel Ampera.

Esta ligação é composta por 5 pinos: Fase, Neutro, Terra, Detector de inserção e Piloto de Controlo.

O cabo Tipo 2, chamado “Mennekes” (standard IEC 62196-2), é proposto para a Europa. É trifásica até 44 kW (63A p/fase) e é usada pela Daimler (Smart e Mercedes-Benz) e modelos Renault (Kangoo ZE e Zoe), por exemplo. Outros veículos que utilizam esta conexão são: BMW i3/i8, Tesla Model 3/S/X, os híbridos plug-in da Volvo, os modelos GTE da VW, o VW e-Up, Audi A3 e-tron e Porsche Panamera E-Hybrid.

Esta ligação é composta por 7 pinos: Três Fases, Neutro, Terra, Detetor de inserção e Piloto de Controlo.

Quanto maior for a potência proporcionada pela wallbox, maior será o custo de aquisição da mesma. Isto significa que poderá existir a necessidade de, consoante a empresa fornecedora do material, recorrer a uma modalidade de pagamento mais vantajosa ou de pagar um aluguer mensal da wallbox.

Wallbox mais básicas e outras mais “smart”

Relativamente ao grau de inteligência das wallbox, podemos encontrar dois tipos de carregadores de parede:

As caixas Plug & Charge são as mais básicas. Como o nome sugere, o condutor liga o carro e a bateria começa a carregar. Basta desconectar para interromper o carregamento e acompanhar o “status” através das luzes LED.

Temos depois as wallbox inteligentes (e dentro destas o género e a quantidade de funções disponíveis variam), que permitem fazer um controlo dinâmico de potência e ter WiFi integrado para atualizações, admitindo a conexão a uma App de um smartphone.

Tarifa de eletricidade favorável

Se carregar o seu carro elétrico em casa, é recomendável que o faça durante a noite para aproveitar o período horário em que o fornecimento da energia é mais barato, ou seja, quando se tem contratado o bi-horário.

Desta forma, se está a pensar comprar uma wallbox, deverá igualmente optar por uma tarifa de eletricidade com bi-horário (com horas de vazio – mais baratas – e horas fora do vazio – mais caras) ou mesmo com tri-horário, em que existem horas de vazio (horas onde o consumo de eletricidade é mais barato que são, por regra, as horas do período noturno e fins de semana), horas de cheias (horas em que o consumo de eletricidade é cobrado a um preço intermédio) e horas de ponta (quando o consumo de eletricidade é mais caro). De forma a tomar a melhor decisão para si, recomendamos que pondere, pesquise e, caso seja necessário, consulte um especialista na área para o(a) aconselhar.

As wallbox também são uma escolha inteligente pela comodidade associada às mesmas, visto que lhe permite escolher os horários de carregamento mais económicos, podendo passar a controlar melhor os seus gastos e até a gerir remotamente os “abastecimentos” – no caso dos modelos mais sofisticados.

Requisitos para a instalação de uma wallbox

A Evolut.green, empresa portuguesa dedicada à comercialização de carregadores para carros elétricos, sintetiza quais são os requisitos essenciais para a instalação de uma wallbox:

  • Assegurar que a potência contratada é suficiente para o correto funcionamento do posto de carregamento à velocidade de carga desejada;
  • Verificar que existe a possibilidade de acréscimo de equipamento elétrico no atual quadro elétrico (diferencial e disjuntor);
  • Garantir que o quadro elétrico cumpre as normas de segurança da DGEG (Direcção-Geral de Energia e Geologia).

Potência contratada tem de ser suficiente

Outro aspeto que deve ter em consideração antes de comprar uma wallbox é assegurar que a potência contratada é suficiente para o correto funcionamento da wallbox na velocidade de carga ideal.

Quanto maior for a potência contratada, mais simples é o carregamento, visto que uma potência reduzida disponível na sua casa irá deixá-lo(a) com pouca margem de manobra para ter outros equipamentos ligados ao mesmo tempo.

“Quanto maior for a potência contratada, mais liberdade existirá na velocidade de carregamento do veículo”, sublinham os especialistas da Evolut.green.

Cada caso é um caso, como é óbvio, mas deixamos aqui a nota que potências abaixo de 4,6 kVa não permitem um funcionamento adequado das wallbox. “Já uma potência contratada de 10,35 kVA suportará carregamentos de 7,4 kW, com margem para outros equipamentos ligadas à instalação elétrica”, refere a Evolut.green.

No que diz respeito ao tipo de contador de energia, monofásico ou trifásico, “ambos são compatíveis com velocidades de carregamento até aos 7.4 kW. Acima dessa velocidadede carregamento, os 11 kW, 16,5 kW ou 22 kW, só são possíveis de obter com contadores trifásicos. Para carregar a 22 kW é necessário efetuar um aumento de potência para 20,7 kVA”, afirmam os especialistas da Evolut.green.

Contudo, para efetuar uma melhor escolha entre o leque disponível (3.45 kVa, 4.6 kVa, 6.75 kVa, 6.9 kVa ou 10.35 kVa) é sempre indicado pedir uma auditoria energética.

De resto, também todo o processo de aconselhamento e instalação das wallbox terá de ser feito por técnicos qualificados que se encarregam de adequar o posto de carga à potência de carga da instalação elétrica.

Com um bom aconselhamento e escolhas apropriadas consegue optar por uma forma de carregamento em casa que lhe permita usufruir em pleno do seu carro elétrico, aproveitando da melhor maneira o potencial que o seu VE tem e otimizando a energia que está a pagar.

► Com os automóveis elétricos a crescer em popularidade, o número e o tipo destes carregadores de parede também aumenta, havendo no mercado diferentes empresas a disponibilizarem vários modelos.

► As próprias marcas de automóveis e comercializadores de eletricidade fornecem-os, tendo serviços de consultoria para apoiar o condutor a escolher a melhor solução.

► A Evolut.green é uma das empresas que está no mercado, tendo equipamentos que permitem carregar a potências desde 3.7 kW a 22 kW, ou seja, permite “atestar” em aproximadamente em 3 horas e 30 minutos uma bateria com 75 kWh.

Estes são três exemplos de wallbox disponibilizadas pela empresa:

Avaliação do produto Avaliação do produto Avaliação do produto Avaliação do produto Avaliação do produto

Marca:
EO Charging

Modelo:
Mini

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Chegou o carregador monofásico mais pequeno e simples do mercado.

O EO Mini foi desenhado para carregar todos os veículos elétricos do mercado (até 7.2kW).

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Marca:
EO Charging

Modelo:
Basic

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Simples e fácil de utilizar. Ligue o cabo ao carro e comece a carregar (até 22kW).

O EO Basic é uma estação de carregamento, ideal para residências e locais de trabalho.

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Marca:
Legrand

Modelo:
Green'Up Access

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O Kit Green’Up Access inclui tomada + suporte + disjuntor diferencial, sendo a solução ideal para recarga de veículos híbridos recarregáveis e elétricos com autonomia ampliada (até 3.7kW).

Com o sistema Green’UP, carregar é muito mais eficiente. Económico, seguro e fácil de instalar.

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Artigo escrito por: Watts On

Top 5 Benefícios dos Carros Elétricos

Descobre aqui os 5 maiores benefícios dos carros elétricos.
Aquando da próxima conversa, e se precisares de argumentos, aqui ficam algumas pistas.

Carros Elétricos

1 – Mais Económico

Um carro elétrico é cerca de 45% e 70% mais económico do que um carro a Diesel / Gasolina tendo em consideração todos os fatores considerados comparando carros da mesma classe.

Vamos por partes:

  • Poupança Fiscal de IVA. Os carros elétricos permitem recuperar a totalidade do IVA a 23% desde que o carro tenha um valor de aquisição sem IVA até 62,500Eur para as empresas. Logo na aquisição a poupança pode oscilar entre os 5,000 Eur e os 10,000 Eur.
  • Poupança Fiscal de Tributação Autónoma. Os carros elétricos estão isentos de Tributação Autónoma (relevante para as empresas) A Tributação Autónoma é um imposto separado que as empresas pagam, entre os 10% e os 35% de todos os encargos do veículo (aquisição, aluguer, manutenção, combustível). Durante 4 anos a poupança na TA pode significar mais 15,000 Eur (não te esqueças que o valor da aquisição também sofre TA).
  • Poupança Fiscal de Outros Impostos e Taxas. Reduções consideráveis ou total isenção acontecem em IUC, estacionamentos. Durante 4 anos a poupança pode chegar aos 2,000 Eur.
  • Combustível. Para os mesmos 100 Km um carro elétrico gasta entre 2 Eur e 3 Eur de eletricidade. O equivalente de Diesel / Gasolina é entre 10Eur a 15 Eur, cerca de 4 a 5 vezes mais. Ao longo de 4 anos a poupança pode chegar facilmente aos 8,000 Eur a 10,000 Eur
  • Manutenção. Os carros elétricos praticamente não têm manutenção em 4 ou 5 anos, não precisando muitas vezes sequer de trocar discos ou pastilhas. Já os carros Diesel / Gasolina têm de trocar óleo e verificar um sem fim de filtros, bombas, correias, discos, pastilhas. Ao longo de 4 anos a poupança pode chegar facilmente aos 4,000 Eur.

Tudo somado estamos a falar que em casos extremos onde gastava 10 Eur passa apenas a gastar 3 Eur. Em cenários normais a poupança é de cerca de 50%.

2 – Mais Ecológico

Os carros elétricos são muito mais ecológicos do que os seus contra partes. Temos esta questão debatida em profundidade na nossa secção de Mitos Urbanos sobre VEs.

Em resumo deixamos aqui os principais pontos:

  • Zero Emissões – Os carros elétricos são extremamente eficientes a usar a energia armazenada nas suas baterias com uma eficiência de cerca de 98%. E claro um carro elétrico em sim mesmo emite ZERO EMISSÔES.
  • Produção de Energia – A energia produzida e nível nacional é cerca de 55% com origem em fontes renováveis. Mas sabias que por mais 1% do preço na sua fatura de eletricidade podes pedir que TODA a energia consumida por ti seja de fontes renováveis certificadas. Isto significa que em média por cada 100 Km estarás a pagar mais 2,5 cêntimos para garatir que o teu carro não polui. Sim, são mesmo 0,025 Eur / 100 KM para garantir que toda a energia é de origem Eólica, Solar ou Hídrica.
  • Produção do Carro – Um carro elétrico tem menos 1,100 peças do que um carro a combustão. As baterias embora necessitem de bastante energia para serem produzidas não são responsáveis pela emissão de CO2. Porquê? Precisamente porque a eletricidade também tem um custo, os fabricantes de baterias usam a produção própria de energia solar em larga escala para uso próprio. Não só reduzem o custo da produção das baterias (uma das muitas razões pela qual o custo de produção das baterias está a baixar a um ritmo de 27% / ano durante os últimos 5 anos)

Abaixo deixamos uma tabela de 2015. Desde então o custo em CO2 de produção das baterias tem baixado drasticamente.

3 – Mais Cómodo

Um carro elétrico é controlado totalmente por eletrónica e isso abre enormes possibilidades. Há quem diga que os carros elétricos são computadores com rodas.

Um carro elétrico tem o binário total imediatamente disponível, não tem caixa de velocidades, mudanças ou embraiagem. Do ponto de vista de condução significa que a condução é muito mais suave e contínua mas que tem muito maior poder de aceleração.

Facilmente podes colocar o carro quer a andar a 1 Km/h, útil para fazer manobras em rampas de garagem, mas também a fazer dos 0-100 em 5 segundos ou menos. Porque os motores são controlados eletronicamente o cruise control funciona desde os 0 Km/h.

A travagem também é regenerativa. Após 10 min de condução já se habitou ao facto de que basta levantar o pé do acelerador para que o carro comece a travar. Consegue fazer percursos internos de condução sem nunca precisar de carregar no travão.

4 – Mais Prazer

Simplesmente não ouve o motor, porque não existe motor a combustão. Apenas ouves o rolar dos pneus e o vento. Quando estás parado podes desfrutar da tua música sem qualquer ruido interno do carro. Podes iniciar o arranque sem ter de ouvir o motor a arrancar.

Mas se não é a ausência do ruído que te dá prazer, talvez sejam as acelerações imbatíveis (abaixo dos 3 s dos 0-100Kmh) que estes carros conseguem.

Ou talvez seja poder ligar o teu telefone com Car Play e Spotify. Ou ter uma App que lhe permita ligar o AC enquanto ainda está na praia.

Qualquer que seja o motivo lembra-te que está a conduzir um computador com rodas. Rápido.

5 – Mais Cool

Sabes que estão a aparecer imensas marcas novas de carros elétricos, com novas propostas de mobilidade. Existe toda uma nova oferta de carros, pequenos, grandes, diferentes. Lembras-te de quando os computadores eram feios e pretos? Agora há de todos os formatos, feitios e cores!

Deixamos aqui um exemplo: O Microlino. Uma empresa suiça familiar de trotinetes (normais, sem ser das elétricas) resolveu criar um protótipo do BMW Isetta elétrico. Com um custo de 12,000 Eur.

Carros Elétricos - Microlino

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Breve história sobre os veículos elétricos

Os primeiros veículos elétricos

Wallbox Evolut.green

Os veículos elétricos não são uma invenção recente. Esta ideia tem vindo a ser explorada há já 2 séculos.

Tudo começou no ano 1828, Ányos Jedlik, um engenheiro e físico húngaro, inventou o primeiro motor elétrico, o qual usou para construir o primeiro carro movido a eletricidade.

Apenas 6 anos depois, em 1834, Thomas Davenport, um simples ferreiro de Vermont, desenvolveu uma ideia semelhante, mas desta vez o veículo deslocou-se numa pista curta, circular e eletrificada.

Ainda em 1834, mas desta vez na Holanda, Sibrandus Stratingh, professor numa escola em Groningen e o seu assistente Christopher Becker, construíram um carro elétrico de pequena escala, movido a células primárias não recarregáveis (bateria de utilização única e descartável).

Em 1899, La Jamais Contente, um carro elétrico, foi o primeiro automóvel a ultrapassar os 100km/h no Parc Agricole d'Achères, em Paris.

Declínio dos veículos elétricos

Com a construção de estradas mais robustas e a descoberta de grandes reservas de petróleo, no século XX, que levou à ampla disponibilidade de gasolina a preços acessíveis, fez com que os carros movidos a gasolina se tornassem mais baratos para percorrerem longas distâncias. Assim, os veículos elétricos começaram a perder a sua posição no mercado automobilístico e passaram a ser limitados ao uso urbano devido à sua baixa velocidade e ao seu reduzido alcance. Com os carros movidos a gasolina, era agora possível viajar mais longe e mais rápido.

28% dos veículos produzidos em 1900, nos Estados Unidos, eram elétricos, mas com o início da produção em massa dos veículos de combustão de Henry Ford e a redução dos custos de produção dos mesmos, deu inicio a um declínio acentuado na produção dos veículos elétricos.

1960

Passaram-se anos sem grandes desenvolvimentos na área de carros elétricos, até que em 1959, a American Motors Corporation (AMC) e a Sonotone Corporation anunciaram uma investigação em conjunto, em prole da produção de um carro elétrico movido por uma bateria de carregamento automático.

A 31 de Julho de 1971, um carro elétrico foi distinguido como sendo o primeiro veículo para sondar a lua. O Lunar Roving Vehicle foi enviado durante a missão de Apollo 15.

Devido ao declínio do preço da gasolina e ao aumento da compra de carros desportivos (por serem mais acessíveis de dirigir apesar de sua baixa eficiência de combustível), o interesse por carros mais económicos ou ecológicamente corretos diminuiu entre os consumidores nos Estados Unidos, ao longo dos anos 90. Com isto, os fabricantes de automóveis nos EUA escolheram focar os seus produtos em torno de veículos como os camiões, que desfrutavam de maiores margens de lucro do que os carros menores, que eram preferidos em lugares como a Europa ou o Japão.

No início dos anos 90, a California Air Resources Board (CARB) e o governo da “clear air agency” da Califórnia, começaram a fazer pressão a favor de veículos com menor consumo de combustível e emissões mais baixas, com o objetivo final de passar para veículos com emissões zero.

Atualmente

Em 2004, o fabricante de veículos elétricos da Califórnia, Tesla Motors, começou a desenvolver o seu Tesla Roadster, que ficou disponível para os seus clientes em 2008. O Roadster foi o primeiro carro totalmente elétrico de produção em série a usar células de bateria de lítio-íon, e o primeiro carro totalmente elétrico a viajar mais de 320 km por carga. Desde o início da sua comercialização, a Tesla vendeu aproximadamente 2.450 Roadsters em mais de 30 países até dezembro de 2012.

O Nissan Leaf foi o primeiro veículo totalmente elétrico, de cinco portas, a ser produzido para o mercado de massa. Este foi lançado no Japão e nos Estados Unidos em dezembro de 2010 e a partir de janeiro de 2013, o Leaf ficou também disponível na Austrália, no Canadá e em 17 países europeus.

Em 2018, em Portugal, o número de veículos elétricos comprados cresceu em 30%, o que se traduz na venda de 727 veículos elétricos. 

Não fiques longe deste revolução!

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Referência: Wikipédia

Motor elétrico universal reduz custo dos elétricos

Empresa britânica cria motor elétrico universal que promete reduzir custo dos carros elétricos

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A Swindon Powertrain criou um motor elétrico universal de 108 CV que pode ser utilizado em todo o tipo de veículos. O objetivo é reduzir o custo de produção dos carros amigos do ambiente.

A história conta-nos que uma qualquer nova tecnologia, quando disponibilizada ao público, apresenta, quase que irremediavelmente, um preço elevado. Isto justifica-se, na maioria dos casos, pelos altos custos de produção, já que são ainda produzidas poucas unidades. Os carros elétricos enfrentam agora estas “dores de crescimento” típicas de uma indústria disruptiva.

Nos carros elétricos o “problema” está no motor. Como ainda não são produzidos em grande escala (como sucede nos motores a combustão) apresentam valores de produção elevados. Naturalmente, isso reflete-se no preço do produto final. Uma empresa britânica procura debelar este problema. Como? Com a construção de motores elétricos universais.

A ideia passou por criar um motor capaz de funcionar em diversos veículos (SUV, desportivos, comerciais…) de diferentes marcas. Desta forma, a criação de motores desenhado exclusivamente para um determinado modelo, à medida, deixa de ser assunto (e o valor poupado pelas marcas, tanto em mão-de-obra como em materiais, até pode ser realocado em outro tipo de inovações). É também uma forma de marcas mais pequenas, com dificuldades de produção, entrarem no mercado dos automóveis elétricos.

E não falamos de um motor qualquer, bem pelo contrário. Em causa está um com 108 CV que não acrescenta mais do que 70 quilos ao peso total do carro. A empresa em questão, a Swindon Powertrain, fornece um kit com todo o material necessário para  montá-lo diretamente no veículo. O kit vem com inversor, transmissão de velocidade única e sistema de refrigeração.

Motor elétrico universal da Swindon Powertrain chega ao mercado em junho de 2020

Ainda que acessível, os responsáveis da empresa britânica esclarecem que este kit se destina, numa primeira fase, a pequenos fabricantes de automóveis. “Esta unidade destina-se a construtores frustrados pela falta de motores elétricos potentes disponíveis para compra em baixos volumes”, informaram, em comunicado.

Com esta inovação será também mais simples eletrificar um veículo térmico, substituindo o motor de combustão. Dada as suas dimensões reduzidas, pode também apresentar-se como um segundo motor, transformando o carro num híbrido.

A boa notícia é que este motor elétrico, com 80 kw, chegará ao mercado em junho de 2020, não se sabendo ainda qual o preço. No entanto, uma vez que uma das premissas da empresa é a redução do custo de produção dos carros elétricos, é esperado um valor competitivo.

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Sabe tudo acerca da MOBI.E e do carregamento de veículos elétricos?

Se pensa comprar ou já comprou um carro elétrico, saber quem é a MOBI.E, que pontos de carregamento existem, quanto custam os carregamentos públicos e quanto tempo demora, vai dar-lhe imenso jeito com certeza!

Wallbox Evolut.green

Quando estamos interessados em melhorar a experiência de ter um elétrico, damo-nos de caras com vários temas que temos de dominar. Mergulhamos num mundo de informação e primeiro que percebamos quais os tópicos-rei em que nos devemos focar, perdemos algumas horas a navegar na internet e nos fóruns dedicados ao tema. Para que não perca tempo e tenha a melhor experiência de navegação do seu elétrico possível, resolvemos descobrir na internet tudo o que podíamos acerca da MOBI.E e reunir tudo num único documento.

O que é a MOBI.E?

A rede MOBI.E é uma infraestrutura composta por postos de carregamento para veículos elétricos, situados em espaços de acesso público.

Os postos são compostos por um módulo que estabelece a comunicação entre o utilizador e a rede. É possível carregar as baterias dos veículos elétricos num carregamento lento, semi-rápido ou rápido.

A rede Mobi.E funciona como a rede Multibanco: é uma única entidade gestora para toda a Rede Pública de Carregamento para VE que permite carregar o veículo elétrico com um único cartão, seja qual for o CEME (Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica), em todos os pontos de carregamento da rede pública.

Como é o processo de adesão à rede MOBI.E?

Para utilizar a Rede MOBI.E basta dirigir-se ao site da empresa e no menu principal clicar em Adesão. Será solicitado o preenchimento de vários campos obrigatórios e após terminar o registo, o pedido é processado e o cartão MOBI.E enviado para a morada indicada. O prazo médio de entrega do cartão é de 10 dias úteis a contar da finalização do pedido.

Que modos de carregamento existem na rede Mobi.E?

  • Carga 1: Carregamento normal nas tomadas industriais com um carregador normal do veículo (normalmente motas e veículos semelhantes).
  • Carga 2: Carregamento normal nas tomadas industriais com recurso a um adaptador de controlo integrada no cabo (normalmente carros).
  • Carga 3: Carregamento normal nas tomadas Mennekes com um carregador normal do veículo;
  • Carga 4: Carregamento rápido, utilizando um carregador que altera as características da corrente fornecida ao veículo (passando de corrente alternada para contínua).

Quais os tempos de carga?

  • Posto de carregamento normal (PCN) (3,7 kWh): cerca de 6-8 horas para 100% da capacidade
  • Posto de carregamento ‘semi-rápido’ (22kWh): 1* hora para 80% da capacidade
  • Posto de carregamento rápido (PCR): 20-30* minutos para 80% da capacidade

*Valores de referência. A duração do carregamento do VE está dependente das características do carregador on-board do mesmo.

Como vai ser calculado o valor a pagar?

Neste momento, apenas os Postos de Carregamento Rápido são pagos, apesar de ter sido anunciado dia 3 de junho de 2019 pelo Secretário de Estado José Mendes, que, ainda este ano, todos os postos da rede deveriam passar a pagos.

O valor a pagar pelos utilizadores incorpora 3 componentes principais: a utilização do posto, valor definido pelo Operador do Posto de Carregamento (OPC), o valor da energia, valor definido pelo Comercializador de Mobilidade Elétrica (CEME) e as taxas e taxinhas. Para uma explicação rápida e precisa pode ver o vídeo da UVE que explica como vão ser efetuados os pagamentos nos PCR.

A quem pago a utilização dos postos?

Ao Comercializador de Mobilidade Elétrica (CEME). A fatura emitida por esta empresa incluirá o valor da energia, o valor de utilização do posto (OPC) e todas as taxas. Será semelhante à fatura de energia elétrica que já recebe em casa.

Preciso de um novo cartão?

Sim. Os velhos cartões da Mobi.e vão passar a poder ser usados apenas nos PCN e os novos cartões dos CEME vão poder ser utilizados em todos os postos.

Vou ter de usar vários cartões diferentes?

Não, cada cartão vai poder ser utilizado em todos os postos da rede Mobi.E, independentemente do operador. O cartão apenas define quanto vai pagar e a quem.

A quem peço um novo cartão?

Ao Comercializador de Mobilidade Elétrica (CEME) que escolher. Os CEME já publicaram os tarifários nos respetivos sites: EDP, Galp Eletric, Prio.E e eVAZ Energy. Estes sites incluem informação sobre como pedir os cartões.

Como saber os custos de operação dos postos?

A utilização dos postos não será paga no local, mas sim incluída na fatura do CEME. No entanto, é possível saber quanto vai custar a parcela da fatura associada a cada posto. Há postos que cobram em função da energia consumida e outros que cobram em função do tempo de utilização.

Quanto vai custar o carregamento?

Estudo comparativo dos tarifários dos quatro Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME). Este comparativo refere-se a um carregamento rápido de 30 minutos, efetuado num PCR, para um consumo médio de 15 kWh/100 km de VE, utilizando uma tarifa bi-horária (fora de vazio), salvo a EDP que não disponibilizou essa informação.

*Estudo comparativo dos tarifários dos quatro Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME). Este comparativo refere-se a um carregamento rápido de 30 minutos, efetuado num PCR, para um consumo médio de 15 kWh/100 km de VE, utilizando uma tarifa bi-horária (fora de vazio), salvo a EDP que não disponibilizou essa informação.

Há variações de acordo com o CEME e posto utilizados. A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos apresenta faturas exemplo, com os totais, aqui.

E descontos?

Há. Tanto a EDP como a Galp têm descontos para clientes que utilizem estes operadores como fornecedores de energia em casa.

Posso usar os carregadores rápidos da Tesla?

Apenas se tiver um Tesla. A rede de Superchargers é de utilização exclusiva dos veículos da marca. Os postos da Tesla não fazem parte da rede Mobi.E.

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Sources e outros artigos que valem a pena ser lidos:

Explicação do custo de carregamento num posto rápido MOBI.E – que inclui o Operador, o Comercializador e as Taxas e Taxinhas

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